Blog dos Poetas

Monólogo de Uma Sombra

de

Sou uma sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras…
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva do caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!

A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios…
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!

Pairando acima dos mundanos tetos,
Não conheço o acidente da Senectus
– Esta universitária sanguessuga
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!

Na existência social, possuo uma arma
– O metaficismo de Abidarma ?
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.

Com um pouco de saliva quotidiana
Mostro o meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho…
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
É com certeza o meu irmão mais velho!

postado por em 22-08-2003
Compartilhar

3 Comentários para “Monólogo de Uma Sombra”


  1. joão paulo firmino disse:

    boa tarde fábio, oha meus parabens pelo blog pois gosto muito de poisias admiro todoas as poisias dos grande renomes poetico principalmente de olavo bilac, raimundo correia e de alberto de oliveira são os poetas parnasianos ei meu colega aprove ai o comentario ok ai vai meu email para amizades: [email protected] falar com joão paulo tenho 19 anos chaul.


  2. tamires disse:

    adorei seu modo de pensar,mas suas palavras complicam um pouco o entendimento de pessoas leigas.Simplifica suas ideias que vai ficar muito mais legal e acessível…


  3. analice disse:

    tambem amei sua forma de pensar ! continue assim! parabens…

Deixe Seu Comentário