Blog dos Poetas

Modinha do Empregado de Banco

de

Eu sou triste como um prático de farmácia,
sou quase tão triste como um homem que usa costeletas.
Passo o dia inteiro pensando nuns carinhos de mulher
mas só ouço o tectec das máquinas de escrever.

Lá fora chove e a estátua de Floriano fica linda.
Quantas meninas pela vida afora!
E eu alinhando no papel as fortunas dos outros.
Se eu tivesse estes contos punha a andar
a roda da imaginação nos caminhos do mundo.
E os fregueses do Banco
que não fazem nada com estes contos!
Chocam outros contos para não fazerem nada com eles.

Também se o diretor tivesse a minha imaginação
o Banco já não existiria mais
e eu estaria noutro lugar.

postado por em 27-11-2011
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7 Comentários para “Modinha do Empregado de Banco”


  1. EDILOY A C FERRARO disse:

    Como bancário que fui, por alguns anos, este escrito parece que me levar à antiga rotina, onde, enfastiado, sonhava com a liberdade, mas, preso às contingências, apenas imaginava…


  2. RozeMeire disse:

    Olá!

    Gosto de poesias no estilo do Murilo Mendes. Também gosto de escrever e posto algumas em meu blog. Se quiser, dê uma olhadinha 😀

    Até mais!


  3. Luis Macedo disse:

    Muito bom mesmo!!


  4. Irani disse:

    Muito bom!!


  5. Michel Consolação disse:

    força poesia!


  6. Maira Ramos disse:

    Também adorei! Alias, começo a achar que tenho que ler mais Murilo Mendes…


  7. thalita disse:

    adorei todas poesia principalmen so ter um pouco mais e de rima mas mil parabes beijos:}

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