Blog dos Poetas

Migalha de Ventura

de

Tirem-me a luz que os olhos me alumia,
O ar que me enche os pulmões e o céu que adoro;
Tirem-me esses momentos de alegria,
Tirem-me a voz de pássaro canoro;

Tirem-me a paz do espírito, a harmonia
Da vida, e o mar que canta, quando eu choro
Tirem-me a noite e, ao luar da noite fria,
O sonoro esplendor do céu sonoro;

Tirem-me a glória de viver, o encanto,
A lágrima, o sorriso, a mocidade
Que faz com que eu na vida engane tanto!

Tirem-me o manto, deixem-me desnudo,
Mas não me tirem da alma esta saudade,
Que é meu sangue, meu ser, meu pão, meu tudo!

postado por em 01-08-2010
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8 Comentários para “Migalha de Ventura”


  1. Antonio Cesar Junior disse:

    Muito bom, gostei.
    Se quizeres publicar do meu Blog as minhas poesias fique à vontade.

    wakuni.blogspot.com

    Abraços


  2. EDILOY A C FERRARO disse:

    …o arrebatamento crescente destes versos, intensos, sofridos, doloridos, desaguam num ápice que deixa em incógnita seu desfecho…imortal, por ser sempre atual os sentimentos humanos, deslumbrados, desenganados…


  3. Filipe Brito disse:

    não conhecia Olegário Mariano… agora me apaixonei
    é tocante e perfeito, de uma decadência pura da alma dos poetas…

    http://deciframeenquantotedevoro.blogspot.com/


  4. Marcela Rodrigues Ppaes disse:

    MUITO BOM ADOREI MUITO ENTERESANTE EU VOU ATE USAR DE TRABALHO DA MINHA ESCOLA ADOREI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


  5. Clarice Gávilla (heterônimo) disse:

    Meu coração ainda dói com as palavras de Olegório. Tenho 18 anos e amo absolutamente a literatura, principalmente a poética.
    Assim que tiver inspiração escreverei um poema também, para que a literatura contemporânea viva intensamente em nossas almas


  6. DromoMania disse:

    Amo poesia, literatura..
    Simplesmente amei este poema. Raramente se acha poemas de tamanha profundidade, infelizmente a atualidade anda muito frívola..os poemas não tocam mais,não incomodam mais..
    Realmente muito bom e inspirador poder ler estes versos..


  7. FABRICIO disse:

    foi muito tocanti a poesia


  8. esmeraldo disse:

    É importante notar os dois tipos de poesia: aquele cujo teor é engajado, com denúncias principalmente sociais – como a de Drummond – e que requer do leitor um esforço mental para contextualizar seu sentido, e aquele que embala a alma. Esta poesia não pede esforço, ela simplesmente flui e encontra em nós um segredo inexplicável: uma saudade de algo que não sabemos bem do que é. A poesia não precisa fazer pensar, ela é somente para ser sentida. Assim é Olegário; maravilha.

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