Blog dos Poetas

Hino Nacional

de

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria neste instante

Se penhor desta igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza.
És belo, és forte, impávido colosso.
E o teu futuro espelha esta grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do sol profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos tem mais flores,
“Nossos bosques tem mais vida”
“Nossa vida” em teu seio “mais amores”

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula:
-Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

postado por em 09-10-2005
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4 Comentários para “Hino Nacional”


  1. José Francisco de Souza disse:

    VISITE MEU BLOG, E VEJA OUTRAS POESIAS DE MINHA AUTORIA.
    http://poetazedelola.blogspot.com

    POETA ZE DE LOLA: CIDADE: EQUADOR RN

    POESIA:

    CONVERSANDO COM OS PÁSSAROS.

    Mim diga o motivo
    Conseqüência ou razão
    Algum crime eu pratiquei?
    Ou serei algum ladrão?
    Se não sou um delinquente
    Mim diga aí seu demente
    Por que estou na prisão?

    II

    Existem organizações
    Pra cuidar dos animais,
    Mas permite uma licença
    Veja só o que se faz
    Você paga um tostão
    O bicho vai pra prisão
    Não se solta nunca mais.

    III

    Não há motivo qualquer
    Que possa justificar
    Tirar nossa liberdade
    Que a natureza nos dá
    É uma grande covardia
    Praticada dia a dia
    Quando isso vai parar?

    IV

    Ninguém por preço nenhum
    Quer que viver engaiolado
    Até mesmo um criminoso
    Contrata um advogado
    Pra fazer sua defesa
    E às vezes com sutileza
    Ele solta um culpado.

    V

    “Coloque-se” em nosso lugar
    Use sua consciência
    Fique preso numa gaiola
    Faça uma experiência
    Pra burrice tem limite
    Por que você não admite
    Essa sua incoerência?

    VI

    O pássaro vive feliz
    Em seu habitat natural
    Os homens ignorantes
    Que gostam de fazer mal
    Tira sua liberdade
    E esta imbecilidade
    Eles acham que é normal.

    VII

    Se eu fosse funcionário
    Da defesa ambiental
    Ficaria muito triste
    Por ver como é natural
    O crime que é praticado
    Como está sendo depredado
    O nosso reino animal.

    VIII

    Oh! Como seria bom
    Que o homem se ligasse
    Respeitasse a diferença
    Que existe em outra classe
    Depredar a natureza
    É uma indelicadeza
    Seria bom que mudasse

    POETA ZÉ DE LOLA: CIDADE: EQUADOR RN

    POESIA:

    MÃE UM SER INESQUESSÍVEL:
    I
    Para abrilhantar a obra
    De toda a criação
    Deus tinha criado um plano
    Em sua imaginação
    Pensou em criar alguém
    Criou e formou também
    Mães pra toda geração.
    II
    Quando falamos de mãe
    Mudamos o tom da voz
    Sabemos que Deus a fez
    Pra que cuidasse de nós
    Neste mundo inconseqüente
    Este ser inteligente
    Nunca nos deixas a sois.
    III
    Quem ainda tiver mãe
    Seja zeloso e cuide dela
    Em forma de gratidão
    Faça tudo para ela
    E tenha conhecimento
    Que honrar é mandamento
    E não coisa de novela.
    IV
    Uma mãe é a melhor
    De todas as criaturas
    Deus olhando lá dos céus
    Bem do topo das alturas
    Dirá o mesmo que eu digo
    Irá concordar comigo
    Porque são verdades puras.
    V
    Eu não encontrei palavra
    Na gramática portuguesa
    Que pudesse alcançar
    O topo desta grandeza
    Falo d‘uma alma pura
    Mãe de toda criatura
    Rainha da natureza.
    VI
    Eu nunca vou esquecer
    O que mamãe fez por mim
    Nos momentos mais difíceis
    Não esqueço mesmo assim
    Por mais que sinta saudade
    Teu amor tua bondade
    Nunca chegará ao fim.


  2. Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:

    Hinos envelhecem pois retratam uma nação no momento em que é composto e depois, ao ser executado em outros tempos, parece lenda…

    Como narrativas melódicas que descrevem florestas, rios caudalosos ou regiões já inexistentes por força da engenharia humana, mas registrado na letra da canção.

    Hino pátrio, é como uma bandeira, imutável, perene, concisão histórica se assim pudermos chamar…

    Pelo fato de crescermos acompanhando a sua execução e, desde pequenos, aprendemos a cantá-lo, acaba por ser incorporado à nossa própria vivência, ainda que muitos não se debrucem sobre a letra buscando o seu sentido…

    Passa a ser executado em momentos memoráveis, em atos festivos ou trágicos, carregado, portanto, de muita emoção em que a entonação coletiva, eivada de sentimentos, supera a literalidade da letra, vira algo compartilhado, idéia de coletivo, irmanando corações em uníssona voz…

    Não creio que haja povo que não idolatre seus hinos pátrios, menos pelo que descreve e mais pelo que se incorporou de pessoal, de íntimo, nas suas execuções…

    Quem não vibrou nas conquistas do PAN a cada pódium conseguido pelos nossos atletas, ou na emoção de catarse coletiva das várias copas do mundo que conquistamos ? Nas manifestações pela Diretas-Já, no séquito de personalidades políticas ou artísticas onde, espontaneamente, o elo de ligação entre a massa se desenha no cantar coletivo do hino que agrega a todos ?

    Portanto, transcende à racionalidade da letra como registro descritivo e simplesmente torna-se uma oração fervorosa, vibrante, compartilhada por todos…

    “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas…”

    “Salve lindo pendão da esperança…”

    ” Já podeis da pátria filhos ver contente a mãe gentil…”

    Tantas emoções afloram à flor da pele na idéia de sentimentos experimentados coletivamente e em particular a cada um…

    neste poema, tento entender os hinos com os meus olhos à época de criança :

    HINOS e LENDAS

    Postados em filas indianas
    camisas brancas calças azuis
    entoava-se a canção coletiva

    uníssonas vozes desafinadas
    ganhando corpo virava coro
    nas tardes antes da entrada

    esbelta e feia professora
    uma varinha feito batuta
    harmonizava a execução

    motivos de escárnios
    pilhérias e gozações
    aquela adunca figura

    cerimoniosa a subida
    ao mastro a bandeira
    levemente ascendia

    lábaro venerada
    flanava altaneira
    íamos para a sala

    tantas palavras
    pronúncias raras
    o que seria ?

    pouco se entendia
    acompanhava-se
    o ritmo enternecia

    em versos dizia
    rios caudalosos
    imensas florestas

    de um mundo estranho
    minha cidade pequena
    parcas lagoas singelas

    um povo heróico
    simplória a gente
    a que via convivia

    falava-se em morrer
    caso a pátria ferida
    difere a pacata vida

    parecia aquela narrativa
    distante da minha rotina
    restava de bela a canção

    como estórias e lendas
    cantava seguia a letra
    alheado e desconfiado

    que procedência teria
    de que povo aduzia
    aquilo que se dizia ?

    caraminholas a mente
    ainda infantil e pueril
    não atinava conceitos

    como papagaio repetia
    tantas estrofes alheias
    emocionava a melodia …


  3. cristina disse:

    adorei cada poesia


  4. Andrezza disse:

    ADOREI AS POESIAS

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