Blog dos Poetas

Epitáfio

de

(Para um túmulo de mãe.)

Como o orvalho das ramas do salgueiro
Resvala sobre a lápide do trilho,
Assim gotejam lágrimas de filho,
Ó, Minha Mãe! sobre o sepulcro teu.
Mas como o sol nascente a gota enxuga
Que a noite derramou sobre os escolhos,
O anjo da Crença nos enxuga os olhos
E faz do pranto uma oração… no céu!

postado por em 25-03-2012
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4 Comentários para “Epitáfio”


  1. EDILOY A C FERRARO disse:

    No lamento de uma inevitável despedida, ainda alça o poeta os olhos esperançosos para os céus, desanuviando as lágrimas e enaltecendo a vida…


  2. Joel Medeiros disse:

    Eu entro em silêncio e nem bato na porta.
    A surpresa é viva, ela nunca foi morta.
    Minhas pernas são retas, não pense ser tortas.
    Não estou no desvio, continuo na rota.
    Não me cerco ao lixo, minha vida não é porca.

    Os teus erros não são meus, nem portanto me importa.
    Não deixas que entre o ar e isso sufoca.
    Sugasse meu fôlego e faz uma fofoca.
    Buscando um espaço, eu sumo lá fora.
    Até que a língua encolha, isso demora.

    Nas ruas eu vejo o vento que sopra.
    Ás vezes ele prende, ás vezes ele solta.
    Já não me incomodo, pois sei que tem volta.
    Eu entro em silêncio e nem bato na porta.


  3. izael disse:

    gostei muito, dos poemas e do blog


  4. ANDERSON disse:

    GOSTEI MUITO !!!!!

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