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É Tão Gentil e Tão Honesto o Ar

de

É tão gentil e tão honesto o ar
Da minha Dama, sempre que aparece
E a outrem saúda, que ante ela emudece
Toda língua, e ninguém ousa falar.

Ela se vai sentindo-se louvar,
Vestida de humildade, e até parece
Coisa que lá do Céu à terra desce
A fim de a todos nos maravilhar.

Mostra-se tão graciosa a quem a mira,
Que nos filtra através do olhar no seio,
Um dulçor que só entende quem o prova.

Parece que do seu lábio se mova
Um suspiro suave, de amor cheio,
Que vai dizendo a toda alma: suspira.

(Tradução de Arduíno Bolivar)
postado por em 13-02-2004
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2 Comentários para “É Tão Gentil e Tão Honesto o Ar”


  1. Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:

    Dante, repórter do invisível, que nos trouxe mediunicamente (?) o clássico universal a Divina Comédia, para quem se estarreceu com suas narrativas tenebrosas, expondo o purgatório e o inferno…ler-te em tão leves versos, que bem chamas de Gentil e Honesto Ar, é de se admirar a sua lavra extensa e a sua poesia sutil…


  2. sivonei ramos disse:

    maravilhoso, fica até dificil encontrar palavras para duzer o quão maravilhoso é.
    belo.
    um abraço.

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