Blog dos Poetas

Confusão

de

Na confusão do mais horrendo dia,
Painel da noite em tempestade brava,
O fogo com o ar se embaraçava
Da terra e água o ser se confundia.

Bramava o mar, o vento embravecia
Em noite o dia enfim se equivocava,
E com estrondo horrível, que assombrava,
A terra se abalava e estremecia.

Lá desde o alto aos côncavos rochedos,
Cá desde o centro aos altos obeliscos
Houve temor nas nuvens, e penedos.

Pois dava o Céu ameaçando riscos
Com assombros, com pasmos, e com medos
Relâmpagos, trovões, raios, coriscos.

postado por em 28-04-2007
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3 Comentários para “Confusão”


  1. morgana disse:

    ola. a poesia de gregorio de matos e muito bacana consegui fazer neu trabalho com perfeicao .


  2. Death disse:

    Olá!

    Estou pasando aqui para avisar que este soneto é titulado como “Tempestade” e não, “Confusão”.

    Lindo mesmo.


  3. Ederson Peka disse:

    Olá, Death! Na minha pesquisa, só achei este soneto com o título “Confusão”, ou com o título “Descreve um horroroso dia de trovões”. Você tem idéia de como a gente faz pra tirar a dúvida? 😉
    Muito obrigado.

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