Blog dos Poetas

Caos Confuso

de

Ó caos confuso, labirinto horrendo,
Onde não topo luz, nem fio achando;
Lugar de glória, aonde estou penando;
Casa da morte, aonde estou vivendo!

Ó voz sem distinção, Babel tremendo;
Pesada fantasia, sono brando;
Onde o mesmo que toco, estou sonhando;
Onde o próprio que escuto, não o entendo.

Sempre és certeza, nunca desengano;
E a ambas pretensões com igualdade,
No bem te não penetro, nem no dano.

És ciúme martírio da vontade;
Verdadeiro tormento para engano;
E cega presunção para verdade.

postado por em 27-06-2010
Compartilhar

3 Comentários para “Caos Confuso”


  1. EDILOY A C FERRARO disse:

    Só mesmo em Gregório de Matos poderíamos encontrar um título tão redundante como esse… ele parece brincar com as palavras, algo irônico, ferino, arrebatador…


  2. Augusto Dias disse:

    Não conhecia este poema, fiquei preso a ele até que terminasse de ler e isso é ótimo.
    Muito bom!!!
    Obrigado por ter compartilhado Ederson, tudo de bom!!!


  3. Mickael Veloso disse:

    Adorável.

    Muito bonito!

Deixe Seu Comentário