Blog dos Poetas

Amor de Pronto

de

Suplicas que eu te escreva e que te diga
Se te não quero mais com o mesmo ardor.
Pedes “três linhas… uma frase amiga,
Um rápido bilhete… o quer que for.”

Nada perdeu da intensidade antiga
Meu sempre novo e apaixonado amor;
O ofício de te amar não me fatiga
E além do mais eu sou conservador.

Dizes estar de tanta espera farta;
Que os homens, às amantes sempre infiéis,
Só merecem (que horror!) que um raio os parta.

Não! Meu silêncio tem razões bem cruéis:
Ando “por baixo” e custa cada carta
Tinta, papel e um selo de cem réis.

postado por em 08-02-2014
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