Blog dos Poetas

Acalanto

de

Deita, filho
E constrói teu sono
O medo já vem.
Fecha os olhos dos ouvidos
Faz escuro aos ruídos
Amortece o brilho desse som.
Pronto, a angústia gira muda
No longplei sem sulcos
Da noite sem insônia.
Dorme, filho,
Faz silêncio na Amazônia.

postado por em 23-09-2006
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4 Comentários para “Acalanto”


  1. João Roberto Gullino disse:

    Millor é um “monstro sagrado” dentro da literatura nacional – em todos os sentidos, nos diversos seguimentos das artes, mas cético e irreverente como é peculiar acho que não podemos levar a sério seus haicais, pois a regra determina ´que o estilo reqsilabas métricas 5-7-5 e Millor nunca consegue se enquadrar em tais marcações, mas todo mundo aceita e – portanto…


  2. CECILIA CHIARA disse:

    preciso,
    para quem precisa dormir o sono e plantar o sonho – EU


  3. solange disse:

    tenho certa que um dia vou falar isso para meu neto,” Numa noite eu me lembro…ele dormia.”


  4. Cris disse:

    Gostaria de saber a bibliografia desse poema

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