Blog dos Poetas

A Rua dos Cataventos ( XVII )

de

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

postado por em 04-05-2007
Compartilhar

2 Comentários para “A Rua dos Cataventos ( XVII )”


  1. aline cristina mota passos disse:

    eu achei muito bom pq tem cada poema bonito!!!


  2. Jéssica disse:

    Gostaria de saber se este poema, é a reedição do ano de 1992. Pois ele é antigo e em 1992 foi reeditado em comemoração aos seus 50 anos.

Deixe Seu Comentário