Blog dos Poetas

À Hora em que os Cisnes Cantam

de

Nem palavras de adeus, nem gestos de abandono.
Nenhuma explicação. Silêncio. Morte. Ausência.
O ópio do luar banhando os meus olhos de sono…
Benevolência. Inconseqüência. Inexistência.

Paz dos que não têm fé, nem carinho, nem dono…
Todo o perdão divino e a divina clemência!
Oiro que cai dos céus pelos frios do outono…
Esmola que faz bem… – nem gestos, nem violência…

Nem palavras. Nem choro. A mudez. Pensativas
abstrações. Vão temor de saber. Lento, lento
volver de olhos, em torno, augurais e espectrais…

Todas as negações. Todas as negativas.
Ódio? Amor? Ele? Tu? Sim? Não? Riso? Lamento?
– Nenhum mais. Ninguém mais. Nada mais. Nunca mais…

postado por em 19-08-2007
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