Blog dos Poetas

21-10-1923

de

A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perene
Sombra errarás absurda, Buscando o que não deste.

postado por em 13-08-2006
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2 Comentários para “21-10-1923”


  1. pedro disse:

    no sesto verso a ultima palavra é perene e não perere


  2. Ederson Peka disse:

    Obrigado, Pedro.

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