Blog dos Poetas

A Rota do Indivíduo

de

Mera luz
Que invade a tarde cinzenta
E algumas folhas deitam sobre a estrada
O frio é o agasalho que esquenta
O coração gelado quando venta
Movendo a água abandonada

Restos de sonho
Sobre o novo dia
Amores nos vagões
Vagões nos trilhos
Parece é a ferrovia
Que mesmo não te vendo te vigia
Como mãe que dorme olhando os filhos
Com os olhos na estrada

E no mistério solitário na penugem
Vê-se a vida correndo, parada
Como se não existisse chegada
Na tarde distante ferrugem
Ou nada

postado por em 24-09-2008
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