Noturno
de Mario QuintanaNo retrato da parede, o olhar do avô indaga: – para quê?
(...)
postado por Ederson Peka em 14-02-2008
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No retrato da parede, o olhar do avô indaga: – para quê?
(...)Deve – forçosamente – a qualquer instante
formar-se, pobre amigo, uma bolha de tempo nessa Eternidade…
Pus meus sapatos na janela alta,
Sobre o rebordo… Céu é que lhes falta
Pra suportarem a existência rude!
Os espelhos roubam nossa imagem…
Quando eles se partirem numa infinidade de estilhas
seremos apenas pó tapetando a paisagem.
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Eu estava dormindo e me acordaram
(...)Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…