Caveira
de Cruz e SousaOlhos que foram olhos, dois buracos
Agora, fundos, no ondular da poeira…
postado por Ederson Peka em 15-05-2006
2 Comentários | Trackback
Olhos que foram olhos, dois buracos
Agora, fundos, no ondular da poeira…
As estrelas cativas no teu seio
Dão-me um tocante e fugitivo enleio,
Embalam-me na luz consoladora!
Abre-me os braços, Solidão radiante…
Nos santos óleos do luar, floria
Teu corpo ideal, com o resplendor da Helade
E em toda a etérea, branda claridade
Como que erravam fluidos de harmonia…
Para as Estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo
Cristos ideais, serenos, luminosos,
Ensangüentados Cristos dolorosos
Cuja cabeça a Dor e a Luz retrata.
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.