Escravocratas
de Cruz e SousaEu rio-me de vós
e cravo-vos as setas
ardentes do olhar
postado por Ederson Peka em 04-01-2011
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Eu rio-me de vós
e cravo-vos as setas
ardentes do olhar
Nunca ninguém tão firme combateu
Da humanidade todas as torturas.
Mais claro e fino do que as finas pratas
o som da tua voz deliciava…
Ninguém te viu o sentimento inquieto,
magoado, oculto e aterrador, secreto,
que o coração te apunhalou no mundo.
Seja bendito o fruto do teu ventre, Jesus,
Mais belo dentre os astros…
Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo,
Tu tens em ti o gérmen do lirismo,
És um poeta lírico demais.
Velhas tristezas
das almas que morreram para a luta!
Sois as sombras amadas de belezas
hoje mais frias do que a pedra bruta.