O Ciúme
de BocageJaz aos pés do tremendo, estígio nume,
O carrancudo, o rábido Ciúme!
postado por Ederson Peka em 16-05-2010
1 Comentário | Trackback
Jaz aos pés do tremendo, estígio nume,
O carrancudo, o rábido Ciúme!
Levai-me este suspiro aos meus amores:
Dizei-lhe que nasceu dos dissabores
Que influi nos corações a formosura…
Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana.
Nariz, que nunca se acaba;
Nariz, que se ele desaba,
Fará o mundo infeliz!
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão, de que me serve o teu socorro?
Se um Deus fulmina os erros da ternura,
Uma lágrima só Lhe apaga o raio.