Clama uma voz amiga: – “Aí tem o Ceará.”
E eu, que nas ondas punha a vista deslumbrada,
Olho a cidade. Ao sol chispa a areia doirada.
A bordo a faina avulta e toda a gente já
Desce. Uma moça ri, quebrando o panamá.
“- Perdi a mala!” um diz de cara acabrunhada
Sobre as águas, arfando, uma breve jangada
Passa. Tão frágil! Deus a leve, onde ela vá.
Esmalta ao fundo a costa a verdura de um parque.
E enquanto a grita aumenta em berros e assobios
Rudes, na confusão brutal do desembarque:
Fitando a vastidão magnífica do mar,
Que ressalta e reluz: – “Verdes mares bravios…”
Cita um sujeito que jamais leu Alencar.
postado por Ederson Peka em 24-04-2011
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LéO Machado disse:
Muito bom, parabéns pelo blog.
Att LéO Machado
EDILOY A C FERRARO disse:
as impressões captadas pela sensível alma de um poeta eterno, nos traz imagens frescas na descrição de momentos eternizados pela ótica atenta de quem vê além das aparências e realça belezas onde muitos nada enxergam além do natural…
Cris Campos disse:
Poesia nos ajuda a enxergar a vida de uma forma um pouco mais otimista parabéns por seu blog pois com as poesias postadas aqui passa a motivação necessária para irmos em frente