Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo por aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.
Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério
Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração, como as estátuas.
E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.
Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces
És tão loira e doirada como as messes
E possuis muito amor…
Muito amor-próprio!
postado por Ederson Peka em 03-05-2009
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Elvis disse:
Aplausos, poema de belo conteudo…
parabens…
Ingrid Gaspar disse:
Lindo *)
rosely disse:
apaixonado..
maria e thais disse:
gostamos
maria e thais disse:
muito interesante ♥
joao antonio disse:
impressionante,esses lindos versos que me isnpiram pra me reeguer e surgir de novo pra vida.;;;;;;;;;;;
Daniele disse:
olá eu estou fazendo uma antologia poetica
e um dos temas dos poemas que eu selecionei foi sobre mulher e esse poema do cesario verde me interessou e eu irei coloca-lo na antologia mas eu preciso comenta-lo e nao o entendi muito bem eu ficaria agradecida se alguem com a mente mais aberta pudesse me explicar qual o fundamento do poema com uma visao mais critica.