Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito, embalde num macio encosto,
Tento o sono reter!… Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
postado por Ederson Peka em 31-12-2008
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tartucas disse:
precioso soneto
João Guilherme disse:
Cara, comecei a ler estes poemas agora e estou gostando muito. Vou seguir a ordem alfabética dos poetas aqui do blog.
Muito bom o blog, parabéns.
Maria José disse:
Lindo este soneto, mas triste demais!
Josue disse:
Mas ele nao era mesmo um genio moderno que procurava se epressar exatamente como a gente????
luciana da costa disse:
Alvares de azevedo, sempre foi para mim um dos melhores romancistas que mostravam realmente o verdadeiro sentimento de um poeta apaixonado
juliana disse:
muito bom o blog de vocês, alem do mais me ajuda bastante qdo preciso fazer pesquisas sobre Antologia Poetica, e as tematicas das poesias. Muito instrutivo
Vagner disse:
É triste porque tinha que ser, era a maneira própria do romantismo expressar o amor.
“O amor é um mal e desse mal se morre”.
Renata Amorim disse:
Como escritor da 2ª segunda geração romântica brasileira,é um dos meus preferidos,ele é magnífico!!
yara da luz disse:
Perfeito ,como ele conseguia fazer isso ,que poeta!
Francisca juliana disse:
tocar dentro da sua alma a parti que mas gostei foi quando ele disse assim:”Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!”