Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
-que é uma questão
de vida ou morte-
será arte?
postado por Elisabeth Tavares em 28-05-2007
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Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
….tai, poeta, somos um Todo em Partes…não somos únicos em nós, mas partes únicas de um Todo…fracionado em partes que o totalizam com suas contradições…sem dúvida conseguir expressar este caos íntimo, em palavras, seja a arte… na música, na pintura e nas demais formas de expressão onde o Ser transbordante de si mesmo quer partilhar com todos o seu rico interior, suas divagações, cogitações filosóficas…
Micheline Silva disse:
Poesia linda em que descobri esse excelente escritor e conseqüentemente este Blog. Riquezas que nos fazem refletir no nosso ser , nos nossos atos e nosso juízo sobre as pessoas que acredito como esse escritor que são um conjunto de pensamentos de acordo com a necessidade e oportunidade. Somos vários seres em um.E esse extremo é fantástico colocado aqui por esse autor.Adorei.
leehh S2 marimoon disse:
amei essa poesia é perfeita^^
veronica disse:
Ferreira Gullar em Traduzir-se é alimento para alma.