Eu e o esqueleto esquálido de Esquilo
Viajávamos, com uma ânsia sibarita,
Por toda a pró-dinâmica infinita,
Na inconsciência de um zoófito tranqüilo.
A verdade espantosa do “Protilo”
Me aterrava, mas dentro da alma aflita
Via Deus – essa mônada esquisita -
Coordenando e animando tudo aquilo!
E eu bendizia, com o esqueleto ao lado,
Na guturalidade do meu brado,
Alheio ao velho cálculo dos dias,
Como um pagão no altar de Proserpina,
A energia intracósmica divina
Que é o pai e é a mãe das outras energias!
postado por Ederson Peka em 08-05-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
O que fustiga neste autor é a sua atualidade, embora já tenha falecido em 1914. Considerado pelo poeta Ferreira Gullar como da escola literária Expressionista, parece-me a mais acertada, embora por outros considerado como Parnasiano ou Simbolista.
O fato é que seus textos não feneceram no tempo, não retratam exatamente épocas, fala a alma humana, por isso é perpétuo, por vezes, justamente pelas críticas mordazes, incômodo.
Débora Sader disse:
Parabéns pelo blog e pelos textos! Se quiser conhecer, também tenho um blog de poesia, Espaço Poético, http://www.deborasader.blogspot.com