Quando a morte cerrar meus olhos duros
- Duros de tantos vãos padecimentos,
Que pensarão teus peitos imaturos
Da minha dor de todos os momentos?
Vejo-te agora alheia, e tão distante:
Mais que distante – isenta. E bem prevejo,
Desde já bem prevejo o exato instante
Em que de outro será não teu desejo,
Que o não terás, porém teu abandono,
Tua nudez! Um dia hei de ir embora
Adormecer no derradeiro sono
Um dia chorarás… Que importa? Chora.
Então eu sentirei muito mais perto
De mim feliz, teu coração incerto.
postado por Ederson Peka em 26-06-2011
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marilene disse:
muito profundo esse poema
EDILOY A C FERRARO disse:
…Que importa, na nossa ausência, que outro alguém se aposse do que nunca foi nosso, realmente ?, mas que a morte, anistiando corações comprometidos, deixa-os livres para outros viventes, mesmo que nas saudades ainda se lembre do amor que se despediu…Coisas de fustigar a dor, tão próprios dos poetas em suas sensibilidades…
Victor disse:
O que pode ser dito como morte?
A morte pode ser a ilusão
Uma ilusão utópica
A ilusão de vários destinos tentando se comprender….
joana disse:
adorei esse poema
joana disse:
nossa que poeta
Douglas disse:
olá, criei um blog com os meus poemas há pouco tempo, se possível dê uma olhada doquesaofeitosospoetas.blogspot.com
muito legal seu blog.
abs
nathalia disse:
http://paraneura.blogspot.com/, meu blog da uma olhada tb!
o seu é muito bom
Graça Carpes disse:
“Então eu sentirei muito mais perto
De mim feliz, teu coração incerto”
….
… Incerto é sempre, o amor.