Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece…
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Parabéns, Diego!
postado por Ederson Peka em 02-12-2007
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LEONARDO disse:
Boa
laura disse:
alguem entendeo
Laiz disse:
Eu entendi! ¬¬
Camila disse:
Para quem é poeta como tal com certeza há nexo, coesão e coerência, desculpa mas quem não o é, realmente não compreende a profundidade disto…
felipa disse:
O poeta canta seu amor à sua amada, um amor que, mesmo vendo que ela (e ele) estão mais velhos fisicamente, com rugas, etc, esse amor continua jovem, ou seja, ama-a tanto como no primeiro dia. Passaram por muita coisa na vida, a juventude passou, mas o amor dele por ela permanece jovem, não envelheceu. Ele diz: esquece as rugas, a flacidez da pele, nada disso importa porque eu continuo te amando. Pelo menos é assim que eu entendo esse soneto. Se alguém entende de outra maneira explica pra nós, que agradecemos…
Jaque Cadamuro disse:
Concordo com você Felipa!
Ele diz no poema que apesar do tempo passar e as pessoas envelhecerem o amor dele não envelhece.
“Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.”
Bjos a todos…
Gtemberg disse:
Maravilha, gostei muito de todo conteúdo!
Grato
Gutemberg Consultor