Assisto em mim a um desdobrar de planos.
as mãos vêem, os olhos ouvem, o cérebro se move,
A luz desce das origens através dos tempos
E caminha desde já
Na frente dos meus sucessores.
Companheiro,
Eu sou tu, sou membro do teu corpo e adubo da tua alma.
Sou todos e sou um,
Sou responsável pela lepra do leproso e pela órbita vazia do cego,
Pelos gritos isolados que não entraram no coro.
Sou responsável pelas auroras que não se levantam
E pela angústia que cresce dia a dia.
(In: A poesia em pânico. Rio de Janeiro, Cooperativa Cultural Guanabara, 1938.)
postado por Ederson Peka em 05-12-2005
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Denise Veronica disse:
Os poetas…… ah!…os poetas!!!!! Quem os houvera criado? Por que os criara? Qual o motivo ou razão de sua existência?
Será que foram plantados na terra por alienígenas para traduzirem todo o sentimento que, aprisionados nas poderosas grades de nosso coração, insistem em nos manter escravos? Uma, quase sempre, doce escravidão com sabor da mais pura e suave liberdade!!!!!!
São os poetas apaixonados?
Ou desiludidos do amor?
Não sei! Só sei que adoro ler suas experiências e me ver inserida nelas!
É espetacular, por isso…
VIVA ESSES IMORTAIS!!!!!
Pedro Torres disse:
Poeta algum tem defeitos:
Para nós, loucos de todos os gêneros, “tomar banho de chuva”, não significa apenas molhar-se com a água fresca que, uma vez resfriada nas densas nuvens, volta à Terra.
É o delírio de cada célula nervosa do nosso corpo à doer-se de saudade dos pingos que ainda gotejando em nossas cabeças em brasa, e esse fogo, Raio de Sol, ninguém vê.
Para nós, poetas de todos os gêneros, “dar-se ao vício”, não significa abrir só uma garrafa de aguardente e dela sorver todo o seu conteúdo, tantas vezes e tanto até que o organismo se acostume com o etéreo e eterno liquefazer-se.
É glosar paixões e engasgar-se com o beber por esquecer-se completamente de respirar, enquanto não saciada a sede de amar. Mas, esse liquido, Amor, ninguém vê.
Para nós, doidos de pedras sem gênero, “viver é mais que um conceito alheio e abstrato”, não tem derivações ideológicas nem correntes filosóficas. Não se explica, não tem retrato.
Vede! Já há correntes na filosofia! Brindemos à poesia então…
Pedro Torres
Micá disse:
ser poeta para mim, é a coisa mais maravilhosa que Deus pode dar a uma pessoa, é uma sensação de liberdade ( no pensamento) e de independência, o poeta vive cada momento, de uma forma peculiar e vê em cada acontecimento uma razão de acontecer.
É um apaixonado pela vida ou completamente perdido, porque o seu coração é muito sensivel.
É muito apaixonado
e por vezes pouco amado
A alma de poeta, seja ela triste ou alegre,
é diferente de qualquer outra, mesmo não sendo louca.
Como nasceu um poeta?
Como nasceu a Poesia?
O poeta escreveu
tudo que lhe ia na alma
e no pensameno
a tristeza
o sofrimento
o amor e a alegria
chamaram-lhe poesia
Micá
Gustavo disse:
Para mim, o poeta é simplesmente, o que observa, reflete, escreve e desafia a vida.