Senhor Doutor, muito bem-vinda seja
A esta mofina e mísera cidade,
Sua justiça agora, e eqüidade,
E letras com que a todos causa inveja.
Seja muito bem-vindo, porque veja
O maior disparate e iniqüidade,
Que se tem feito em uma e outra idade
Desde que há tribunais, e quem os reja.
Que me há de suceder nestas montanhas
Com um ministro em leis tão pouco visto,
Como previsto em trampas e maranhas?
É ministro de império, mero e misto,
Tão Pilatos no corpo e nas entranhas,
Que solta a um Barrabás, e prende a um Cristo.
postado por Ederson Peka em 21-08-2011
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SÉRGIO GIBIM ORTEGA disse:
Opa, fiz uma poesia de crítica, e me deparei com a sua, se me permites, é que acontece no dia de hoje prendendo os bons e soltando os ruins-
abraço Poeta Gibim
EDILOY A C FERRARO disse:
Gregório de Matos, do período barroco, considerado o maior poeta satírico em língua portuguesa, nos traz em versos capciosos a ironia ferina que o caracterizou, afinal a lei de Pilatos, puniu o Puro e absolveu o malfeitor……