Talvez o nosso mundo se convexe
Na matriz positiva doutra esfera.
Talvez no interspaço que medeia
Se permutem secretas migrações.
Talvez a cotovia, quando sobe,
Outros ninhos procure, ou outro sol.
Talvez a cerva branca do meu sonho
Do côncavo rebanho se perdesse.
Talvez do eco dum distante canto
Nascesse a poesia que fazemos.
Talvez só amor seja o que temos,
Talvez a nossa coroa, o nosso manto.
In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição
postado por Diego Eis em 19-12-2005
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…divisas em intuições outras dimensões, como se as inspirações de além partisse e para nós, feito ecos, nos refletisse…belíssimas divagações nos confere o poeta em seus doces devaneios…
liliane disse:
um poema muito intereçante gostei fala oke vem da alma