Infeliz de quem vive sem saudade,
Do agridoce pungir alheio às penas,
Sem lembranças de amor e de amizade,
Hoje vivendo o dia de hoje, apenas.
Triste de ti, ancião, que te condenas
A mole insipidez da ancianidade
E não revives na memória as cenas
De prazer e de dor da mocidade!
Ter saudade é viver passadas vidas,
Percorrendo paragens preferidas,
Ouvindo vozes que se têm de cor.
Sonha-se… E em sonho, como por encanto,
A dor que nos doeu já não dói tanto,
Gozo que foi é gozo inda maior.
postado por Ederson Peka em 01-05-2007
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Alaor Carrara de Almeida disse:
Não me canso de ler a poesia de Bastos Tigre. Para mim a mais bela é a Saudade; Saudade, palara doce que traduz tanto amargor,
Saudade é como se fosse espinho cheirando a flor
Saudade, ventura ausente, um bem que longe se vê
Uma dor que o peito sente sem saber como e porque
Graça disse:
Tenho verdadeira paixão pela poesia de Bastos Tigre. Para mim, a mais bela e profunda é “Saudade” – “Saudade, palavra doce que traduz tanto amargor… bendita a dor da saudade que faz bem ao coração.”
Graça Reis disse:
adoro a poesia saudade palavra doce que traduz tanto amargor…Só que não tenho mais a poesia. Poderiam enviar- a letra? Gosto muito também de outro poema de Bastos Tigre. ” Ser mãe é padecer num paraiso, é sofrer com um sorriso………E chora e ri parece que Deus entrou aqui.Por favor se alguem conhece, envie-me por favor. Abraços e obrigada.
Gracinha reis
adriane disse:
será que pode mandar mais para mim ler
Selma Clemes Kulkamp disse:
Também lembro em parte da perfeita definição de saudade escrita por Bastos Tigres. Quanto ao poema que diz “ser mãe é padecer no paraíso”, nada tem a ver com o que fala “parece que Deus entrou aqui”. Aos onze anos (1963), quando se ensinava poesia nas escolas, a gente fazia muitas homenagens às mães; daí a Gracinha Reis confundir com o poema de Joseph Guiaroni que fala em parte: “Mãe, hoje volto a te ver na antiga sala, onde um dia te deixei sem fala, dizendo adeus como quem vai morrer … parece que Deus entrou aqui.”
Geison - Natal/RN disse:
Saudade
Saudade – palavra doce,
Que traduz tanto amargor,
Saudade é como se fosse
Espinho cheirando a flor.
Saudade – ventura ausente,
Um bem que longe se vê,
Uma dor que o peito sente,
Sem saber como e porquê.
Um desejo de estar perto,
De quem está longe de nós;
Um ai que não sei ao certo
Se é um suspiro ou uma voz.
Um sorriso de tristesa,
Um soluço de alegria,
O suplício da incerteza
Que uma esperança alivia.
Nessas três sílabas há de
Caber toda uma canção,
Bendita a dor da saudade
Que faz bem ao coração.
Um longo olhar que se lança
Numa carta ou numa flor;
Saudade, irmã da esperança,
Saudade, filha do amor.
Uma palavra tão breve,
Mas tão longe de sentir!
E há tanta gente que a escreve
E a não sabe traduzir.
Gosto amargo de infelizes
Foi como a chamou Garret;
Coração calado, dizes
Num suspiro o que ela é.
A palavra é bem pequena,
Mas diz tanto, de uma vez!
Por ela valeu a pena
Inventar-se o português.
Saudade – um suspiro, uma ânsia,
Uma vontade de ver
A quem nos vê, a distância,
Com olhos de bem querer.
A saudade é calculada,
Por algarismos também:
Distância multiplicada,
Pelo fator – querer bem.
A alma gela-se de tédio,
Enchem-se os olhos de ardor.
Saudade – dor que é remédio
Remédio que aumenta a dor!.
maura o.s.antunes disse:
na adolecencia eu era apaixonada pelo meu professor de matemática, decorei este poema e vivia falando pra ele… acabei apaixonando pelo poema também!
m. crêspo disse:
É realmente bonito este poema de Bastos Tigre. Pena que este gênero literário esteja em decadência.
O que se lê hoje em dia é destituído de lirismo, que, em nosso entender, é um dos fundamentos da boa poesia, aquela que toca corações (como foi o caso da então adolescente Maura).
m. crêspo disse:
Gente, este blog pode se tornar um dos mais interessantes.
Vamos movimentá-lo? Acorda, pessoal!
m. crêspo disse:
Já que ninguém se mexe, aqui vai uma trova, lida quando ainda criança, em livro escolar (autor não identificado):
Sino coração da aldeia,
coração sino da gente;
um a sentir quando bate,
outro a bater quando sente.
Dalce disse:
É legal falar com quem gosta de poesia e de poetas antigos. É um atributo cultural que está cada vez mais raro. No caso das músicas mais antigas, quando algum cantor moderno regrava, a turma jovem fica conhecendo (e achando que é do cantor ou cantora).
Mas no caso da poesia é mais difícil. E era tão diertido aprender na escola. Também tive (tenho ainda na verdade), paixão por diversas poesias e poetas.
Dos brasileiros, Castro Alves é empolgane. O único ponto negativo (mas aceitável (era cultural) foi ter morrido tão jovem, em função de caçada de animais silvestres.
Seus poemas épicos (Vozes D´´Africa e Navios Negreiros), têm ainda o poder de me arrepiar (ou então eu é que não perdi o poder). E o lirismo de suas poesias é tocante.
Dalce disse:
Quero ver se há novas mensagens
m. crêspo disse:
Se Castro Alves houvesse escrito apenas Navio Negreiro e Vozes d’África, isto lhe bastaria para ser consagrado como o maior dos poetas brasileiros. Além de belos, são poemas monumentais. Para se escrever algo desse porte, não bastam inspiração e cultura, mas também mocidade e um forte ideal no peito.
m. crêspo disse:
O que estaria faltando para a moçada comparecer a este blog? Vamos, gente, podemos oferecer bonitos versos, para deleite de todos. Traga a sua contribuição poética.
nilson disse:
saudade, um dos mais pelos poemas. Realmente é lindo, viva a poesia!
mateus campos disse:
o escritor consegui definir como de fato a saudade nos reprenta. e com graça e bem uso das palvraas empregadas ele consegui nos emitir de modo percusiente o que a saudade é. pra min a saudade é o único sentimento que nos faz enchegar quem de fato nos preeche e que tal força abstrta nos domina em horas mais que nao podemos nos deichar se condusir por esta, pois o fim de todo sentimento como a saudade é apenas num lugar no rancor e nas impuressa qu omundo nos empoe
ADELSON disse:
MARAVILHOSO ESTE POEMA!!!
marcelo santos alves disse:
o poema mais bonito que eu já vi na minha vida.
mcrespo disse:
‘Ao luar o idílio,
um par de namorados,
corpos se aquecendo, almas se tocando.
Na brisa acariciante bailam teus cabelos,
cabelos soltos, moldura do teu rosto,
teu rosto meu.
Obra de arte esta figura tua,
figura amável, desejável carne,
a minha amada nua!’
(Gostaria de conhecer o restante deste poema ou o nome do seu autor. Alguém poderia me dizer?
Ulysses Junior disse:
Hoje, bateu uma baita de saudade dos meus velhos tempos de juventude, quando na ocasião gostava muito de escrever.
Foi então que lembrei do Bastos Tigre, e aqui, vim matar a minha saudade.
…Saudade – palavra doce…
Odair disse:
Essa poesia Saudade palavra doce é do Olavo Bilac.[ ]s