Muita vez houve céu dentro de um peito!
Céu coberto de estrelas resplendentes,
Sobre rios alvíssimos, de leito
De fina prata e margens florescentes…
Um dia veio, em que a descrença o aspeito
Mudou de tudo: em túrbidas enchentes,
A água um manto de lodo e trevas feito
Estendeu pelas veigas recendentes.
E a alma que os anjos de asa solta, os sonhos
E as ilusões cruzaram revoando,
- Depois, na superfície horrenda e fria,
Só apresenta pântanos medonhos,
Onde, os longos sudários arrastando,
Passa da peste a legião sombria…
postado por Ederson Peka em 18-07-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
…a magistral imagem que se antagoniza, entre o rio de fina prata transformado em lodo nas enchentes, trazem as reflexões de Olavo Bilac, carpintaria de escultor das letras, imortal sempre em sua obra intensa…
Anselmo disse:
Legal saber que temos um blog com enfase em poesia….muito bom para pesquisa e conhecimento!
Anselmo (minervapop.blogspot.com)
j.nunez disse:
a literatura brasileira é realmente muito rica e não deve nada a outras literaturas de outros paises.
Jussara Batista disse:
Lindo blog, també gosto muito de poesias e sou novata aqui na web, mas quando puderem visitem meu blog
http://www.caligraphias.blogspot.com
grande abraço a todos.
Jussara