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	<title>Comentários sobre: Quem vê, Senhora, claro e manifesto - por  Luís Vaz de Camões</title>
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	<description>Poemas de escritores famosos e consagrados</description>
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		<title>Por: josé nilson de queiroz</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/quem-ve-senhora/comment-page-1/#comment-56295</link>
		<dc:creator>josé nilson de queiroz</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 05:23:53 +0000</pubDate>
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		<description>Camões, neste soneto, inicialmente se serve de uma figura de linguagem habitualmente usada em seus sonetos: a metonímia; pois quando o eu-lirico exalta a beleza dos olhos de sua musa, está indiretamente exaltando-a como um todo. E  o poeta ao concluir o seu quarteto inicial, logo, adiverte que aquele que não se instigar de amor pois tais olhos;&quot;perder a vista&quot;, jamais há de alcansar a sabedoria da contemplatividade da beleza, &quot;o que deve ao vosso gesto&quot;. Assim, o eu-lírico já emanado dessa conciência e convícto de seu tributo, por sua vez se julgará capaz e merecedor &quot;deles&quot;. Haja visto que legou-lhe &quot;a vida e a alma&quot; ao ponto de nada mais restar-lhe ou ao menos o que fosse sublime em si para dar a essa senhora; expresso no oitavo verso, Donde já me não fica mais de resto&quot;.
Enquanto nos tercetos subsequentes o eu-lírico além de reforçar essa idéia, também revela o prazer de subjugar-se  por ele, pois é exatamente no terceiro verso do primeiro terceto, tal como em sua chave de ouro, ( o derradeiro verso), onde o poeta irá expressar com ainda mais enfase e fervor as suas influências acadêmicas, que estão como sabemos diretamente ligadas ao ideal de amor do filósofo Grego Platão, do qual podemos dizer de maneira susinta, embora, vulgar que o amor platônico está vivo no mundo das idéias. Dessa forma Camões demostra-se fiel ao idealismo platônico, quando em seu ultimo terceto alega euforicamente &quot;a bem-aventurança&quot; de sua contemplação por meio de um paradoxo onde diz que o amor que o eu-lírico lhe devota sempre estará a baixo do que a sua amada mereçe: &quot;que quanto mais vos pago,mais vos devo&quot;.
 Para dissertar com um pouco mais de clareza podemos remeter-nos a um dos seus mais fabulosos versos que diz: &quot;que se amor não se perde em vida ausente, menos se perderá por morte escura
porque enfim a alma vive eternamente e amor é afeito da alma e sempre dura&quot; ou seja, o amor na perpectiva camoniana jamais morrerá pois está enrraizado na alma que como ele também é eterna.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Camões, neste soneto, inicialmente se serve de uma figura de linguagem habitualmente usada em seus sonetos: a metonímia; pois quando o eu-lirico exalta a beleza dos olhos de sua musa, está indiretamente exaltando-a como um todo. E  o poeta ao concluir o seu quarteto inicial, logo, adiverte que aquele que não se instigar de amor pois tais olhos;&#8221;perder a vista&#8221;, jamais há de alcansar a sabedoria da contemplatividade da beleza, &#8220;o que deve ao vosso gesto&#8221;. Assim, o eu-lírico já emanado dessa conciência e convícto de seu tributo, por sua vez se julgará capaz e merecedor &#8220;deles&#8221;. Haja visto que legou-lhe &#8220;a vida e a alma&#8221; ao ponto de nada mais restar-lhe ou ao menos o que fosse sublime em si para dar a essa senhora; expresso no oitavo verso, Donde já me não fica mais de resto&#8221;.<br />
Enquanto nos tercetos subsequentes o eu-lírico além de reforçar essa idéia, também revela o prazer de subjugar-se  por ele, pois é exatamente no terceiro verso do primeiro terceto, tal como em sua chave de ouro, ( o derradeiro verso), onde o poeta irá expressar com ainda mais enfase e fervor as suas influências acadêmicas, que estão como sabemos diretamente ligadas ao ideal de amor do filósofo Grego Platão, do qual podemos dizer de maneira susinta, embora, vulgar que o amor platônico está vivo no mundo das idéias. Dessa forma Camões demostra-se fiel ao idealismo platônico, quando em seu ultimo terceto alega euforicamente &#8220;a bem-aventurança&#8221; de sua contemplação por meio de um paradoxo onde diz que o amor que o eu-lírico lhe devota sempre estará a baixo do que a sua amada mereçe: &#8220;que quanto mais vos pago,mais vos devo&#8221;.<br />
 Para dissertar com um pouco mais de clareza podemos remeter-nos a um dos seus mais fabulosos versos que diz: &#8220;que se amor não se perde em vida ausente, menos se perderá por morte escura<br />
porque enfim a alma vive eternamente e amor é afeito da alma e sempre dura&#8221; ou seja, o amor na perpectiva camoniana jamais morrerá pois está enrraizado na alma que como ele também é eterna.</p>
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		<title>Por: Cláudia</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/quem-ve-senhora/comment-page-1/#comment-56246</link>
		<dc:creator>Cláudia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 20:54:39 +0000</pubDate>
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		<description>Por favor postem a análise desse soneto, estamos precisando com urgência! Obrigada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor postem a análise desse soneto, estamos precisando com urgência! Obrigada.</p>
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	</item>
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		<title>Por: Eleuza Rocha</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/quem-ve-senhora/comment-page-1/#comment-15168</link>
		<dc:creator>Eleuza Rocha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 18:09:34 +0000</pubDate>
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		<description>Preciso com urgência da interpretação deste poema muito obrigado pela atenção.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso com urgência da interpretação deste poema muito obrigado pela atenção.</p>
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	</item>
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		<title>Por: Patricia</title>
		<link>http://blogdospoetas.com.br/poemas/quem-ve-senhora/comment-page-1/#comment-206</link>
		<dc:creator>Patricia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2006 15:00:00 +0000</pubDate>
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		<description>Necessito a interpretação deste soneto&lt;br /&gt;obrigada&lt;br /&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Necessito a interpretação deste soneto<br />
obrigada</p>
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