Mamãe vestida de rendas
Tocava piano no caos.
Uma noite abriu as asas
Cansada de tanto som,
Equilibrou-se no azul,
De tonta não mais olhou
Para mim, para ninguém!
Caiu no álbum de retratos.
postado por Ederson Peka em 29-09-2006
Mamãe vestida de rendas
Tocava piano no caos.
Uma noite abriu as asas
Cansada de tanto som,
Equilibrou-se no azul,
De tonta não mais olhou
Para mim, para ninguém!
Caiu no álbum de retratos.
Verunna disse:
I died for beauty, but was scarce
Adjusted in the tomb,
When one who died for truth was lain
In an adjoining room.
He questioned softly why I failed?
“For beauty, I replied.
“And I for truth, – the two are one;
We brethren are”, he said.
And so, as kinsmen met a night,
We talked between the rooms,
Until the moss had reached our lips,
And covered up our names.
…
Morri pela beleza e mal estava
Ao túmulo ajustado
Alguém veio habitar a sepultura ao lado.
(Defendera a verdade)
Baixinho perguntou: “Por que morreste?”
“Pela beleza”, respondi.
“E eu pela verdade. São ambas uma só.
Somos irmãos”, me disse.
E assim como parentes que à noite se encontram
Entre os jazigos conversamos,
Até que o musgo alcançou nossos lábios
E cobriu nossos nomes
(Emily Dickinson)
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…que síntese coloca o poeta na descrição da ida materna, sua despedida, a morte, que concisão desenha teu cenário em que narra a tétrica cena enviesada em metáforas reflexivas…belíssimo !
Patricia Rodrigues disse:
Quero saber o que Murilo Mendes quis dizer com esse poema Pre- história
me mande a resposta por favor
isabel disse:
eu nao costei
carol castro disse:
bom foi muito legal é maneiro eu adoro poema, adoro a poeta adriana calconhotto
jackeline amaral santos disse:
o que aborda nesse poema …?
eu nao entendir!!!
CAIO disse:
adorei o poemaaa :>