Um prazer, e um pesar quase irmanados,
Um pesar, e um prazer, mas divididos
Entraram nesse peito tão unidos,
Que Amor os acredita vinculados.
No prazer acha Amor os esperados
Frutos de seus extremos conseguidos,
No pesar acha a dor amortecidos
Os vínculos do sangue separados.
Mas ai fado cruel! que são azares
Toda a sorte, que dás dos teus haveres,
Pois val o mesmo dares, que não dares.
Emenda-te, fortuna, e quando deres,
Não seja esse prazer em dois pesares,
Nem prazer enterrado nos Prazeres.
postado por Ederson Peka em 11-12-2011
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Isabelle disse:
Adoro ele!
EDILOY A C FERRARO disse:
Como dois “eus” antagônicos, se digladiando intimamente, em conflitos, Prazer e Pesar, neste sonete inspirado e bem manuseado, o poeta nos presenteia com a verve pulsante de sempre…