Dois horizonte fecham nossa vida:
Um horizonte, – a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, – a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, – sempre escuro, -
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, – tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? – Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? – Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Dois horizontes fecham nossa vida.
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Josue disse:
simplesmente lindo.
sandra disse:
sem palavras. meu silencio, o ecoar dessas palavras em minha mente me bastam.
nelsa da penha disse:
”Acchei lindo…”
nelsa da penha disse:
mais que lindo belissimo…
Iasmin disse:
copiei essa poesia para o meu blog..
linda!!
helena maria sandoval de miranda disse:
Feliz de quem pode , no turbilhão da vida principalmente no atual momento ler e entender que ” nunca o presente é passado, nunca o futuro é presente. É simplesmente fantástico!
izabel cristina disse:
entender a nobreza dessas palavras enaltece a alma, eleva os sonhos. Lindo poema
Juliana disse:
Deslumbrei-me ao ler este poema.
Beautiful!