Onde acharei lugar tão apartado
E tão isento em tudo da ventura,
Que, não digo eu de humana criatura,
Mas nem de feras seja freqüentado?
Algum bosque medonho e carregado,
Ou selva solitária, triste e escura,
Sem fonte clara ou plácida verdura,
Enfim, lugar conforme a meu cuidado?
Porque ali, nas entranhas dos penedos,
Em vida morto, sepultado em vida,
Me queixe copiosa e livremente;
Que, pois a minha pena é sem medida,
Ali triste serei em dias ledos
E dias tristes me farão contente.
postado por Ederson Peka em 16-05-2007
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fernando disse:
bom dia, buenas la verdad que no entiendo mucho el portuguese pero me alegra que existan sitios de este tipo, me encanta la poesía y me gusta que se difunda en todos los idiomas posibles. Yo también participo en un sitio de poemas en español. Sigan así, buena suerte.
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