Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voô dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,
Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das cousas, vagamente…
-Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que idéia gravitais?
Mas na imensa extensão, onde se esconde
O inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais…
postado por Ederson Peka em 30-01-2007
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Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…a natureza humana, bela e sensível, eternamente reflexiva diante à vida. Antero, em versos singelos nos conduz ao seu momento, como se fosse hoje, agora, que belo o sentir que desconhece épocas, eterno…
sometimes disse:
alguém explique a estes peseudo comentadores de poesia quem é (foi) Florbela Espanca…
morreu em 1930 com 36 anos e é só uma das maiores poetisas de sempre…