Que fantasmas lerão, nas incolores
pétalas, as mensagens não aceitas
em nítidos momentos anteriores?
Que fantasmas verão a vossa airosa
figura erguendo as claras mãos desfeitas,
noutro império, a uma luz mais gloriosa?
Ó cinérea Princesa, é muito densa
do mundo humano a trama das neblinas…
A floresta do absurdo é negra, é imensa,
e as sibilas se escondem, repentinas.
Crepitam os junquilhos e as boninas
a um vento secular de indiferença.
Mas, entre vãs paredes vespertinas,
o ramo existe, sem que a morte o vença.
postado por Ederson Peka em 20-09-2009
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Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…penetrar os meandros deste texto, descortiná-lo, expô-lo, destrinchá-lo em partes para se entender o todo…Cecília percorre com sensibilidade e nos traz, em imagens difusas, uma descrição poética, nostálgica e reflexiva nesta descrição emblemática de suas intuições…muito lindo !!!
pedro paulo disse:
gostei muito da sua poesia sonho da menina
Felype e Thales disse:
Adoramos seu trabalho,um livro otimo que fala da vida muito bom.
Esperamos mais , este poema fazem as pessoas refletir da vida !