Um homem catava pregos no chão.
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais – o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônios inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter.
postado por Ederson Peka em 18-06-2007
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2 – Contribuição Internacional (PayPal)





luciana disse:
linda……é poesias assim que fazem nos pessoas refletirem que em pequenas ações nos mesmos nos completamos.
milena maciel disse:
são ótimas as poesias deli.Apesar de serem muitos estranhas
Tati disse:
maravilhoso… profunda e simples…dor e riso…
EDILOY A C FERRARO disse:
Reflexões que busco em Fernando Pessoa ou Drummond, entre outros notáveis, acho-as, múltiplas, neste autor não menos impressionante, com o detalhe da linguagem não esnobe, enviesada, mas farta de ensinamentos e propostas reflexivas, intenso !