Cantas, soluças, bandolim do Fado
E de Saudade o peito meu transbordas;
Choras, e eu julgo que nas tuas cordas,
Choram todas as cordas do Passado!
Guardas a alma talvez d’um desgraçado,
Um dia morto da Ilusão as bordas,
Tanto que cantas, e ilusões acordas,
Tanto que gemes, bandolim do Fado.
Quando alta noite, a lua é fria e calma,
Teu canto vindo de profundas fráguas,
É como as nênias do Coveiro d’alma!
Tudo eterizas num coral de endechas…
E vais aos poucos soluçando mágoas,
E vais aos poucos soluçando queixas!
postado por Ederson Peka em 10-05-2009
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





Mell disse:
Oh Poeta maldito,
de mim roubou os dias,
de mim roubou a fala…
de mim roubou toda a coragem…
eu que também filha do carbono e do amoníaco, me deixo a carregar por tuas ondas ácidas como um beijo achando ser apaixonado…
Amo este poeta!!!