Na gaze loura deste leque adeja
Não sei que aroma místico e encantado…
Doce morena! Abençoado seja
O doce aroma de teu leque amado
Quando o entreabres, a sorrir, na Igreja,
O templo inteiro fica embalsamado…
Até minh’alma carinhosa o beija,
Como a toalha de um altar sagrado.
E enquanto o aroma inebriante voa,
Unido aos hinos que, no coro, entoa
A voz de um órgão soluçando dores,
Só me parece que o choroso canto
Sobe da gaze de teu leque santo,
Cheio de luz e de perfume e flores!
postado por Ederson Peka em 15-11-2010
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Miguel Afonso disse:
Um belíssimo soneto!
rodolfo de paula ferlin gualda disse:
A poesia transcende o tempo…esta sempre atual…
EDILOY A C FERRARO disse:
…doces versos este soneto nos traz, no aparente e trivial gesto de abrir um leque, a alma poeta, em delírios, nos apraz com palavras que encantam e ornam um canto de deleites na leitura, genial e sensível !