Espadas frias, nítidas espadas,
duras viseiras já sem perspectiva,
cetro sem mãos, coroa já não viva
de cabeças em sangue naufragadas;
anéis de demorada narrativa,
leques sem falas, trompas sem caçadas,
pêndulos de horas não mais escutadas,
espelhos de memória fugitiva;
ouro e prata, turquesas e granadas,
que é da presença passageira e esquiva
das heranças dos poetas, malogradas:
a estrela, o passarinho, a sensitiva,
a água que nunca volta, as bem-amadas,
a saudade de Deus, vaga e inativa…?
postado por Ederson Peka em 13-02-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
Como se num rescaldo da história, os olhos da poetisa descrevem imagens congeladas, objetos que se reportam a outros tempos, estanques, inativos, ambiente propício às reflexões numa visita a um museu…
Ana Cláudia Juliano Carvalho disse:
O poema é uma crítica que a autora faz sobre a vida moderna
J.Nunez disse:
Esse blog é de uma riqueza cultural impar
EDILOY A C FERRARO disse:
Caro Ederson Peka, concordo com os elogios de J.Nunez, sobre a contribuição cultural que este site significa para os visitantes, verdadeira vitrine da literatura brasileira… gostaria de lhe acrescentar mais traballho, se me permite. Observo, como frequentador habitual, que este site é visitado por estudantes, talvez, se pequena biografia de cada autor fosse exposta, a contribuição didática seria completa…abçs !
Nicole disse:
Lindo poema, de uma sensibilidade incrível!
Daqueles que se lê e relê para tentar compreender cada vez alguma coisa a mais…
Ederson Peka disse:
J.Nunez, Ediloy, agradeço pelos elogios.
Ediloy, a sugestão está anotada.
(Na verdade, desde a primeira vez que você a mencionou… Torçamos pra que haja tempo para implementá-la.)
Abraços.
pedro disse:
cecilia… acho os seus poetas lindos e incriveis… quem dera se eu tivesse sua criatividade… parabens!!!!continue fazendo mais e mais poesias… vou ler todos… beijos!!!
Diléia Brun disse:
Cecília sempre arrasando em seu pensar, profundo e inovador nos conceitos, pleno… gosto muito!