Múmia de sangue e lama e terra e treva,
podridão feita deusa de granito,
que surges dos mistérios do Infinito
amamentada na lascívia de Eva.
Tua boca voraz se farta e ceva
na carne e espalhas o terror maldito,
o grito humano, o doloroso grito
que um vento estranho para os limbos leva.
Báratros, criptas, dédalos atrozes
escancaram-se aos tétricos, ferozes
uivos tremendos com luxúria e cio…
Ris a punhais de frígidos sarcasmos
e deve dar congélidos espasmos
o teu beijo de pedra horrendo e frio!…
postado por Ederson Peka em 07-05-2007
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rafael disse:
isso é uma poesia nao é um poema eu quero poema