Meu Deus, que estais pendente de um madeiro,
Em cuja lei protesto de viver,
Em cuja santa lei hei de morrer
Animoso, constante, firme e inteiro:
Neste lance, por ser o derradeiro,
Pois vejo a minha vida anoitecer,
É, meu Jesus, a hora de se ver
A brandura de um Pai, manso Cordeiro.
Mui grande é vosso amor e o meu delito;
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Esta razão me obriga a confiar,
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.
postado por Ederson Peka em 12-09-2010
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EDILOY A C FERRARO disse:
…tudo em Gregório de Matos é exacerbado, intenso, talvez, se não me falha a memória, resquícios da corrente literária Barroca, tanto em ímpetos de ácidas críticas quanto na brandura da evocação divina.
amgine poetisa disse:
eu AMEI seu poema.visite meu e o divulgue para as pessoas.