Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
postado por Elisabeth Tavares em 12-10-2007
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samara dos passos silva disse:
amei todas as poesias, meus parabéns!!vc escrve muito bem!!!continue escrevndo assim e eu irei ler todos os seus livros!!
beijus samara!!!
jessica e cheila-Riachuelo disse:
Este poema mostra a esperança do autor diante da realidade da epoca, onde os reflexos da guerra eram evidentes, e a maior arma era a capacidade de permanecer unidos
Andressa, Ginara e Luan (Riachuelo) disse:
Ele demonstra sentimento pelos seus companheiros, não se importando com o futuro, pensa no agora! Ele é bastante otimista nesse poema, e não pensa em agradar a ninguém!
ROSELI CARVALHO disse:
denostra o poeta um modo de ver a vida intensamente pessando no hoje sen esquecer do amanha.
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…fazer da realidade, este momento, como a da massa de um bolo com seus ingredientes, pintar a vida sem se afastar demais da realidade, não se deixar levar por alucinações de um mundo caduco…a matéria é o mundo presente…
joana disse:
que bonito.;;. :B
Edso Mendes do Prado disse:
Nos versos de Drummond
Nos versos de Drummond sinto a vida que não tive,
As viagens na família,
As confissões virtuosas,
A fazenda vistosa,
Uma vida de poesias ensandecidas de amor,
Sinto que minha infância se perdeu,
Minha adolescência se perdeu,
Mas a vida continua, e as vazes ela sorri para mim,
O meu primeiro amor passou, e não senti a mentira sincera dos meus desejos,
O segundo amor passou, não o vi passar,
O terceiro amor, também passou, e por tristeza do destino meu coração não se perdeu,
Foram –se as minhas magoas infantis , e hoje me vejo em ermo,
Não tenho um melhor amigo,
Não fiz viagem alguma ,
Possuo um carro,
Não tenho terras, e não tenho um cão,
Palavras manças em vozes duras, me golpeiam todos os dias,
Palavras que não cicatrizam,
E no meu mundo ínfimo, sinto-me nu,
Me precipito a sonhar ,
E durmo em lagrimas,
Na esperança de um dia conhecer o afeto,.
Edson Mendes de Prado
Renato disse:
Magnifico… muitos se perdem pensando no passado o futuro, e esquecem o presente a base do futuro….. circulo vicioso.