Hei de seguir eternamente a estrada
Que há tanto tempo venho já seguindo
Sem me importar com a noite que vem vindo
Como uma pavorosa alma penada.
Sem fé na redenção, sem crença em nada
Fugitivo que a dor vem perseguindo
Busco eu também a paz onde, sorrindo
Será também minha alma uma alvorada.
Onde é ela? Talvez nem mesmo exista…
Ninguém sabe onde fica… Certo, dista
Muitas e muitas léguas de caminho…
Não importa. O que importa é ir em fora
Pela ilusão de procurar a aurora
Sofrendo a dor de caminhar sozinho.
postado por Ederson Peka em 10-01-2010
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EDILOY AC FERRARO disse:
…a caminhada como única opção, nos próprios passos errantes traços de alguma esperança, alijada de qualquer crença, apenas a estrada e a andança…
Judeu errante, que texto lindo, expressivo, reflexivo, terrívelmente despido de qualquer alegoria, magistralmente concebido !
deusaii disse:
Outro poema que nos faz reflectir sobre a vida… sobre a solidão. lindo..
INFETO disse:
Dor essa que jamais sera esquecida.
http://poesiafotocritica.blogspot.com/
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/infeto
Luna disse:
Como a maioria dos poemas e musicas de Vinicius, fala da eterna busca de algo que nunca se encontra nem ao menos se sabe se existe, mas que é o que nos mantem vivos
Judeu Errante – por Vinícius de Moraes | Alan Castro disse:
[...] Link: Judeu Errante – por Vinícius de Moraes [...]
Émer Nogueira disse:
Poema fascinante… Eternamente em/na busca…
-ZoNe0- disse:
Como a maioria dos poemas e musicas de Vinicius, fala da eterna busca de algo que nunca se encontra nem ao menos se sabe se existe, mas que é o que nos mantem vivos