Minha mãe! minha mãe! Tu, que adivinhas
esta mágoa amaríssima que eu canto,
tu, que trazes as pálpebras de pranto
cheias, tão cheias como eu trago as minhas;
tu, que vives em lágrimas, e tinhas
a vida, outrora, tão feliz, enquanto
deste teu filho, que tu queres tanto,
todas as mágoas serenando vinhas;
tu, que do astro do bem segues o brilho,
pede ao Deus que, apesar das tuas dores,
ainda persiste a castigar teu filho,
que eu não morra a sofrer, como hoje vivo,
esta angústia de uma árvore sem flores
e esta mágoa de pássaro cativo.
postado por Ederson Peka em 01-06-2006
1 – Contribuição Nacional (PagSeguro)
2 – Contribuição Internacional (PayPal)





BlogTok.Team disse:
Hoje somos também um Blog de poetas.
Visita e colabora em:
poesia.blogtok.com
mariza disse:
Quantas vezes as almas desertas
vão em busca de um delirio vulgar,
vão abrir as tumbas funestas,
vão buscar um desejo fulgaz.
Sentem o cheiro do cipreste banido
ecoam-se nos ecos frios da noite,
e do fundo da tumba ouve um gemido…
da amiga amante que sofre e delira.
-Vem amiga, abandona esse frio mofante,
venha ver os teus restos se escoarem errantes,
nos braços efêmeros de seu amante.
-Vem, que abraços e beijos unirão ,
duas almas amantes,
que foram buscar amor,
lançando-se na amplidão.
Gostaria de saber se essa poesia pode ser atribuída a Humberto de Campos.