Aqui, sob esta pedra, onde o orvalho roreja,
Repousa, embalsamado em óleos vegetais,
O alvo corpo de quem, como uma ave que adeja,
Dançava descuidosa, e hoje não dança mais…
Quem não a viu é bem provável que não veja
Outro conjunto igual de partes naturais.
Os véus tinham-lhe ciúme. Outras, tinham-lhe inveja.
E ao fitá-la os varões tinham pasmos sensuais.
A morte a surpreendeu um dia que sonhava.
Ao pôr do sol, desceu entre sombras fiéis
À terra, sobre a qual tão de leve pesava…
Eram as suas mãos mais lindas sem anéis…
Tinha os olhos azuis… Era loura e dançava…
Seu destino foi curto e bom… – Não a choreis.
postado por Ederson Peka em 25-07-2010
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Mayy disse:
Muito bom seu blog
Parabéns
EDILOY A C FERRARO disse:
…reflexões sobre a efemeridade de todos nós, hoje sonhando, amanhã arrostados sob pedras, feitos lembranças do que fomos…magistrais imagens nos presenteia Manuel Bandeira nestes versos tocantes…
tina rosa disse:
há leituras que dispensam comentários, mas trazem a alma profunda reflexão!!!
Cristopher disse:
gostei muito dessas poesias… e estou começando agora a escrever e queria algumas dicas se possivel…
http://cristopher-minhaspoesias.blogspot.com/
esse é o endereço de meu blog tem algumas de minhas poesias mais vou atualiza-lo e postarei mais
e parabéns pelo seu trabalho gostei muito… muito bom!