Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
postado por Ederson Peka em 13-11-2011
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EDILOY A C FERRARO disse:
Belo soneto, utilizando-se os contrapontos para desfilar seus lamentos, trazendo-nos
reflexões nas antíteses entre a luz e a treva…
Ricardo disse:
A luz é perfeita e formosa, e a escuridão somente reforça isso a cada manhã.
Luz radiante que se torna mais pela quando vem a escuridão.
A tristeza poli ainda mais o brilho da alegria, sem ela a vida não seria vida, seria apenas continuidade.
A luz é maravilhosa, mas sou grato a Deus pelos momentos de lutas, de escuridão, pois nos torna mais agradecidos pelas bênçãos que tantas vezes recebemos, e que muitas vezes não notamos.
Heron disse:
Gostaria que dessem uma olhadinha em minhas poesias simples. Aplico neles um modelo informal e com poucos padrões! Está visível em: hpoetexts.blogspot.com.