Blog dos Poetas

Imemorial

de

À noite pervaguei pelo Beco do Império
que há cinquenta anos não existe mais
e as horríveis mulheres, nos portais,
estavam belas de eu sonhar com elas.

Um bêbado me olhava, muito sério.
“Ó meu velho Condessa, como vais?”
Porém, agora – eu é que era o velho
e ele nem me conhecia mais…

Tolice!… Ele, afinal, disse o meu nome!
Ah, sempre que se sonha alguma coisa
tem-se a idade do tempo em que a sonhamos:

Me esqueci do futuro… e lá nos fomos
e a luz da Lua – eterna, intemporal –
juntava numa as duas sombras gêmeas.

postado por em 01-12-2015
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