Rolar… girar… O Mundo rola e gira
constantemente, em torno de seu eixo.
Rolam astros e tempos… Eu me deixo
rolar, também, sem ambição nem mira.
Cantem outros de amor ou rujam de ira.
Eu não canto, nem rujo… nem me queixo…
e vou, mágoas a fora, como um seixo
vai, rio abaixo, na água, que suspira.
Vai, rio abaixo, na água: e a água o converte
em gota, seixo líquido… E, antes isso
do que ser pedra grande – bruta e inerte!
Antes ser livre seixo, à correnteza,
que ser bloco de mármore… ao serviço
de Sua Majestade ou Sua Alteza…
postado por Ederson Peka em 09-10-2008
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P.O. disse:
Adorei o blog!!
Silvano disse:
Adorei este poema, e gostaria de informa-lhes que sou poeta e escrevo poesias, se quiserem entrem em meu e-mail: eletrico.limadebarros@gmail.com
Jonatan disse:
show de bola o blog, párabéns pelo blog.
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…não conhecia esse poeta, mas encantou-me suas metáforas, ser seixo levado pela correnteza, melhor que pedra inerte…
lembra os dizeres de Raul Seixas: …prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…
os sentimentos humanos desconhecem épocas, se comunicam, pois a alma ( ou o espírito) é imortal, e as dores dos Homens, mudando seus cenários, no íntimo é a mesma, que produz em suas angústias a arte que suaviza a caminhada…